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      ANÁLISES SEMANAIS

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      7-12-1999. Análise da semana de 1 a 7 de Dezembro de 1999 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA

      O GOVERNO DA ESPANHA TIRA A MÁSCARA E UM AZNAR APARENTEMENTE DESMELENADO ANUNCIA A GUERRA AO NACIONALISMO BASCO. ETA, PNB, EA E HB DESMASCARÁROM UMHA ESPANHA QUE NOM LUITAVA CONTRA ETA MAS CONTRA EUSKAL HERRIA.As insólitas, brutais e tabernárias declaraçons de um fascista (Aznar) e a resposta de um democrata basco (Arzalluz). Espanha invoca as armas (Artigo 8 da Constituiçom) contra a vontade da maioria absoluta política, sindical e social dos bascos de Euskal Herria Sul. Espanha avisa: o seu inimigo nom é ETA mas o independentismo basco. E os factos de Seattle.


      Quanto menos vulto mais clareza. A situaçom é grave mas clarificou-se. Os nacionalistas bascos (ETA, PNB, EA e HB) conseguírom um êxito político nítico: desmarcarárom o Governo da Espanha. Esse êxito político comporta um risco evidente para eles. Mas nom é pouco conseguir que o inimigo destrua ele próprio toda a sua andaimagem de falsidades, de máscaras, de mentiras, de tergiversaçons e de fábulas e declare a un os seus propósitos genocidas, reconhecendo aliás que a sua "democracia" e a sua "liberdade" som um torpe e mero disfarce. Digo que nom é pouco porque as forças nacionalistas bascas tenhem agora provas proporcionadas polo próprio inimigo sobre as suas letais intençons. Provas para serem exibidas perante a opiniom pública internacional e perante a própria gente basca de a pé.

      O que se passou? Pois que o presidente do Governo da Espanha fijo deliberadamente umhas insólitas, brutais e tabernárias declaraçons contra o nacionalismo basco. Fijo-as empregando, para as magnificar e enfatizar, os focos da imprensa, rádio e televisom, concentrados no solene acto no Congresso dos Deputados com que o Reino da Espanha celebra cada dia 6 de Dezembro o aniversário da aprovaçom em referendo da sua Constituiçom.

      O que dixo? Eis:

      Comparou a atitude da direcçom do PNB e EA perante ETA com a dos primeiros ministros británico e francês, Chamberlain e Daladier, quem em 1938 figérom cesons territoriais a Hitler, com o Pacto de Munique, para tratar de pará-lo e evitar a Segunda Guerra Mundial. "Chamberlain e Daladier fôrom recebidos como heróis, mas uns meses depois estalava a guerra. Hoje, a resposta à ameaça de ETA nom pode ser a mesma. Dar-lhe a razom em parte para freá-la, como figérom os partidos nacionaistas, é repetir os erros que levárom à Segunda Guerra Mndial. Ceder a umha chantagem de semelhante nível é um erro histórico de conseqüências extraordinárias, e a responsabilidade de alguns dirigentes nacionalistas é grave". "Igual que Hitler, ETA nom quer a paz",

      Percebe-se muito claro que Aznar se propom fazer a guerra a ETA. Mas O NOVO E SIGNIFICATIVO É QUE TAMBÉM INCLUI ENTRE OS SEUS OBJECTIVOS BÉLICOS O PNB E EA (além de EH/HB com certeza).

      Com efeito. Dixo que lhe parece "espantoso" que alguns diritentes nacionalistas bascos (que depois chama "desacertados, desorientados e enganados") "pretendam estar mais perto da Europa da Kosova do que da do Euro". A primeira, dixo com ênfase, é "a Europa da exclusom, da imposiçom, da limpeza étnica e do aniquilamento do adversário"

      Para Aznar, "as últimas posiçons dos nacionalistas som manifestaçons expressas da exclusom e há umha exclusom física que é o aniquilamento, a morte de quem nom pensar como tu e há um outro tipo de exclusom que é fazer um projecto de país só para uns, em contra de outros"

      O presidente do Governo desqualificou as conversas e acordos entre ETA e os nacionalistas argumentado que "quando umha organizaçom terrorista di "quero todo o que você tem e tem-mo que dar" a resposta é "olha, nom che vou dar todo, mas sim 80%, isso é abrir as portas para que esse bando actue com total comodidade porque sabe que lhe faltará um empurrom muito pequeno, matando ou sem matar, para atingir o 20% restante".

      Relativamente à sondagem feita pública polo Governo basco, afirmou que "estamos na segunda fase, a de culpabilizar o Governo e os partidos nom nacionalistas"

      "A terceira fase", continuou, "há de levar todos a umha situaçom que nos conduza a umha mesa em que se discuta claramente quando é que o País Basco vai exercer a autodeterminaçom e quando é que vai ser independente". Sem citá-la, referia-se à proposta do lehendakari Ibarretxe de umha mesa com todos os partidos.

      "A seguinte fase será pôr-lhe umha data definitiva a essa independência. Entre médias, todos os terroristas que estám em prissom já terám sido transferidos ao País Basco e haverá que procurar o meio para saírem do cárcere e ver quando é que começam a entrar na cadeia os democratas que cometem o gravíssimo pecado de defenderem a Constituiçom e as instituiçons", agoirou.

      Aznar empraçou os nacionalistas bascos a aclararem a sua situaçom porque "ou se respeitam as leis ou nom se respeitam, o que nom se pode estar é com um pé em cada beira". E, é claro, ameaçou afirmando que:

      "NOM HÁ ALTERNATIVO POSSÍVEL NEM RAZOÁVEL À ESPANHA CONSTITUCIONAL". Asseurando sentir-se "optimista" sobre o resultado final da ofensiva nacionalista e garantindo a defesa da Constituiçom. "Nada nem ninguém passará barreiras infranqueáveis".

      Assim é que falou o fascista espanhol Aznar. O democrata basco Arzalluz contestou-lhe que: "Seguindo o repasso histórico que nos propom Aznar, Ainda estamos por ver que conversos como ele condenem a ditadura de Franco".

      Em opiniom do porta-voz do PNB Egibar, o desmelenamento de Aznar nom foi tal. Foi aparente e responde a umha manobra "ensaiada, nada improvisada, para turrar contra o nacionalismo e eludir dessarte as suas próprias responsabilidades no processo de paz" Acrescentou Egibar a DEIA que "Levando-o ao terreno histórico, é revelador que o PP nom poda apresentar um homem ou mulher da época de Franco que nom seja suspeito. O PP representa os herdeiros directos de aquela época, enquanto o PNB sofremos as turradas da ditadura e gente como Arzalluz apresenta pedegrée democrático. Quem é Aznar para dar-nos liçons?" ,

      Ninguém. É apenas um fascista espanhol. Mas que acaba de ameaçar quem somamos a maioria absoluta (nacionalista basca) dos habitantes de Euskal Herria Sul com botar-nos acima o seu Exército para defender a sua Constituiçom. Quer dizer, para defender a imposiçom da sua Constituiçom aos bascos. Que NOM a aprovárom.

      Nesta semana aconteceu, portanto, que ETA, PNB E HB DESMASCARÁROM UMHA ESPANHA QUE NOM LUITAVA CONTRA A ETA MAS CONTRA EUSKAL HERRIA. Espanha avisa: o seu inimigo nom é ETA, mas o independentismo basco.

      ‘Tá bom. Inteirados. Já o sabíamos. Mas é melhor que o dixessem eles próprios. Quanto menos vulto mais clareza. Com certeza, havemo-nos topar no caminho.

      Justo de la Cueva


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